Um meme de 1997, dado como morto no mercado NFT, ressuscita das cinzas digitais. O que isso revela sobre valor, comunidade e a cultura cripto?
A Queda e a Ascensão de “Bert is Evil”
Em 2021, o mantra “eu amaria mesmo se fosse a zero” ecoava entre entusiastas de NFTs. Era uma declaração contracultural, um sinal de pertencimento a um grupo que valorizava significado acima do lucro. Mas o inverno cripto colocou essa convicção à prova. O mercado NFT despencou 93% desde seu pico em 2021. Neste cenário, a história de “Bert is Evil” surge como um estudo de caso fascinante.
O Meme que Definiu uma Era
Criado em 1997 por Dino Ignacio, “Bert is Evil” foi um dos primeiros memes virais da internet. A figura do personagem Bert, da Vila Sésamo, juxtaposta a figuras infames da história, capturou o espírito anárquico e participativo da web nascente. Sua popularidade explodiu, espalhando-se por fóruns e emails em um mundo pré-fake news.
A Tentativa NFT e o Fracasso Inicial
25 anos depois, Ignacio tentou imortalizar seu meme como um NFT. O objetivo era cultural, não comercial. Mas o projeto fracassou. Ignacio, figura respeitada no Web2, não conseguiu navegar na cultura tribal do Web3. Sua falta de presença nas comunidades cripto o marcou como um outsider, e o projeto murchou.
O Valor Inesperado da “Falha”
Ignacio, inclusive, foi vítima de um golpe que o fez perder 1 ETH da venda de um dos NFTs. A história parecia ter chegado ao fim. Mas então, um colecionador inesperado entrou em cena: o Bureau of Internet Culture (BIC), um museu on-chain de memes históricos. A compra do NFT por essa instituição validou a importância cultural de “Bert is Evil”, transformando-o em uma relíquia digital.
A jornada de “Bert is Evil” nos lembra que o valor no mundo digital é fluido e imprevisível. A interseção entre cultura, comunidade e tecnologia cria narrativas fascinantes, onde o fracasso pode se transformar em triunfo. O que você acha dessa reviravolta? Compartilhe sua opinião nos comentários!











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