O Bitcoin (BTC) está testando a paciência dos investidores. Após uma breve retração, a criptomoeda rainha voltou a flertar com a resistência crucial de US$ 122 mil, reacendendo o debate sobre o potencial para uma nova corrida de alta.
A dança com a Razão Áurea
Esse nível de preço não é aleatório. Ele representa a extensão de Fibonacci de 1.618% — derivada da “Razão Áurea” — calculada a partir da mínima do mercado de baixa de 2018 e a mínima de 2022. Essa constante matemática, reverenciada em finanças e presente na natureza e na arte, é vista por muitos como uma influência na psicologia humana e nos movimentos do mercado.
Segunda tentativa de romper a resistência
A atual investida marca a segunda tentativa dos touros de romper essa barreira. No mês passado, o Bitcoin ultrapassou momentaneamente o mesmo patamar, mas não conseguiu sustentar os ganhos, resultando em uma correção para menos de US$ 112 mil. Um rompimento decisivo acima da “Razão Áurea” poderia solidificar as expectativas de um rali em direção a US$ 140 mil — o preço de exercício da opção de compra mais popular na Deribit, com um interesse aberto superior a US$ 3 bilhões.
A sombra da inflação americana
Enquanto o Bitcoin dança com a resistência, os traders aguardam ansiosamente os dados da inflação dos EUA. A expectativa é que o impacto das tarifas impostas durante o governo Trump tenha influenciado os preços em julho. Um índice de preços ao consumidor (CPI) acima do esperado pode injetar volatilidade no mercado, mas é improvável que impeça o Federal Reserve (Fed) de cortar as taxas em setembro. Esse cenário de juros baixos nos EUA, combinado com a recente recuperação do Bitcoin, fortalece o otimismo dos investidores em criptomoedas. Uma queda do dólar após o relatório do CPI também pode impulsionar os ativos de risco, incluindo o Bitcoin.
Pressão de compra: suficiente para a próxima etapa?
No entanto, a incapacidade dos touros de manter o preço acima dos US$ 122 mil pela segunda vez pode sinalizar pressão de compra insuficiente, abrindo caminho para uma correção mais profunda. O futuro do Bitcoin, no curto prazo, dependerá da capacidade dos touros de capitalizarem no cenário macroeconômico e romperem definitivamente a resistência crucial dos US$ 122 mil. O volume de negociação e o comportamento dos investidores institucionais serão fatores cruciais a serem observados nos próximos dias. Acompanhe de perto o Radar das Criptos para mais análises e fique por dentro das últimas notícias que impactam o mercado cripto.
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